Interessante o programa de ontem da RTP1 onde se debateu o tema do casamento pessoas do mesmo sexo.
Foi interessante verificar a parcialidade com que quem trabalha em meios de comunicação social trata o tema, apresentadora incluida. Interessante verificar a intolerancia daqueles que supostamente defendem uma lei, também supostamente, masi tolerante. Qualquer argumento que não estivessem de acordo era rebatido com argumentos do tipo "isso é no minimo uma atoarda que está para ai a dizer".
Por algumas vezes foi referida a oportunidade desta discussão em tempo pre-eleitoral no meio de uma enorme crise sem precedentes. Interessante a modernidade do tema, pois Salazar utilizava futebol e Fatima exactamente para os mesmos fins.
PS: não sabemos quem era a gaiteira que estava lá dando um triste espetaculo, assumindo-se como constitucionalista, que só falava aos berros e que dizia que os outros eram todos estupidos pois não percebiam nada de nada....
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4 comentários:
Interessante são também os que defendem a tolerancia frente a intolerancia, quando pessoas como eu, com os companheiros de 11 anos com uma doença degenerativa dos nervos diagnosticada há poucos meses, não podem casar, não têm direito a proteção do casamento, enquanto que ambos o desejamos... isto é a realidade criada pela gente contra e querem continua-la...
Estimado, uma coisa é não ter os direitos à protecção, e ai estamos no dominio onde não pode haver dúvidas: direitos.
Outra coisa é o 'casar'. Qual a relevância/importancia disso ? Parece-me que em comparação do que está em causa o valor dos direitos é de uma magnitude completamente diferente desse 'pró-forma'
E porque que a minha relação de onze anos vale menos do que a dos vizinhos do lado, que estão sempre a gritar entre eles? Será que valemos menos?
Casamento civil nada tem a ver o casamento religioso, aliás nunca quereria casar numa igreja, dar dinheiro a quem me chama constrantemente de abominação é autoflagelação.
Não creio que a sua relação valha menos que a dos outros. Acha você que a sua relação vai sair valorizada se der esse passo formal-burocratico ?
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